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Ciclo de Vida

O porco preto alentejano é um animal de crescimento lento e necessita de idade para possuir estrutura de engorda, por outro lado necessita de ter a estrutura muscular exercitada antes de iniciar a engorda em montanheira. Desta forma, só a produção de uma forma extensiva proporciona ao animal o desenvolvimento das suas capacidades e características de qualidade. A rusticidade associada à raça é determinante para o aproveitamento extensivo da montanheira. O maneio normal do porco alentejano durante a fase de crescimento, que representa cerca de 12 a 16 meses, passa pelo aproveitamento das ervas de Outubro até à primavera, restolhos de verão e aproveitamento de outras culturas agrícolas, complementado com cereais e/ou alimentos compostos controlados. O encabeçamento nas engordas em montanheira (bolotas), não ultrapassa um porco por hectare, verificando-se normalmente três hectares por porco engordado. O cliclo de vida do porco preto corresponde intrinsecamente à sua alimentação e projecção de abate. Criado em regime extensivo no montado alentejano, até aos 12-14 meses, com cerca de 115-130 Kg de peso vivo os porcos são abatidos, para fabrico de enchidos tradicionais.  Quando a carne é para consumo em fresco os animais săo abatidos com cerca de 90 Kg de peso vivo.

O ciclo de vida do porco preto é dividido em:

    • Amamentação: Nos 2 primeiros meses de vida a alimentação é exclusivamente feita de leite materno.
    • Recria: Mais tarde é utilizado um sistema semilivre, isto é, as crias saem do pé da mãe e comem ervas e raízes frescas.
    • As recrias vão para o Montado Alentejano, uma área extrema e plana e montes rolados, compostos por azinheiras, oliveiras e sobreiros, até obterem o peso ideal para abate.

 

A produção de porco Alentejano de montanheira continua a ser uma actividade promissora visando o fornecimento de matéria prima para as indústrias nacionais de presuntos e enchidos e a produção de carne para consumo em fresco. As modalidades de exploração atuais conservam os traços dominantes e as características mais interessantes do sistema de produção tradicional, nomeadamente a engorda de porcos na montanheira. Não existe um sistema de produção uniforme, já que as épocas de cobrição, o maneio alimentar, o peso e idade de abate variam em função da tradição e do destino da produção.

Características da Raça

    • Tipo: Corpulência médio-pequena, esqueleto aligeirado, grande rusticidade e temperamento vivo.
    • Pele: Preto ardósia, com cerdas raras, finas, de cor preta ou ruiva.
    • Cabeça: Comprida e fina de ângulo fronto-nasal pouco acentuado, orelhas pequenas e finas, de forma triangular, dirigidas para a frente e com a ponta ligeiramente lançada para fora.
    • Pescoço: De comprimento médio e musculado.
    • Tronco: Região dorso lombar pouco arqueada, garupa comprida e oblíqua, ventre descaído, cauda fina de média inserção e terminada com um tufo de cerdas.
    • Membros: De comprimento médio, delgados e bem aprumados, terminando por pés pequenos e de unha rija.
    • Andamentos: Ágeis e elásticos Características
    • Sexuais: Macho com testículos bem salientes e medianamente volumosos. Fêmea com mamilos em número não inferior a cinco de cada lado.

Qualidade dos Porcos da Montanheira
O famoso Porco Preto da Raça Alentejana é criado em pleno campo, nos montados de sobreiros e azinheiras, com todo o vagar durante 12 a 18 meses; no período de Novembro a Março a sua alimentação é enriquecida com a bolota conferindo à sua carne características únicas de aroma e sabor. São aqueles chamados os porcos de Montanheira, criados em plena harmonia e ao ritmo da natureza.

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